"Slayer é certamente uma unanimidade entre os fãs de Metal, sendo a pessoa old school ou não" ![]() É bastante complicado ser imparcial ao comentar sobre um show que me fez voltar aos dias em que comecei a ouvir Metal, ainda nos anos 80. Pessoalmente, foi algo realmente marcante! Já tive a oportunidade de ver o Slayer antes, em São Paulo, no Monsters of Rock de 94 e 98 (nesse último, como atração principal). Mas esse show em Curitiba foi especial, pela oportunidade der ver a banda mais de perto, ver detalhes impossíveis de perceber num show em estádio. Como descrever com simples palavras o que presenciei nesse show? Muita energia e violência sonora num show intenso, barulhento, agressivo e sem modismos, um verdadeiro culto ao Metal com testosterona no nível máximo! Slayer é certamente uma unanimidade entre os fãs de Metal, sendo a pessoa old school ou não. Houve uma época em que somente Headbangers eram fãs de Slayer, isso mudou, mas enfim… Não há nada que possa ser feito pra mudar essa realidade. De qualquer maneira, mais de 3500 pessoas estavam lá para conferir o show de uma das maiores bandas de Metal de todos os tempos (sim, isso é um fato!). VEJA GALERIA DE FOTOS DO SHOW DO SLAYER Comentar sobre esse show chega a ser redundante, realmente não há muito a dizer sem parecer óbvio. A introdução de “World Painted Blood” é perfeita, a casa começou a tremer antes mesmo da banda entrar no palco. A segunda música foi “Hate Worldwide”, também do novo disco, e em seguida “War Ensemble” e “Postmortem”. Sem comentários… O palco estava simples, mas com uma iluminação perfeita e sincronizada com trechos de várias músicas. O que também vale a pena comentar é que Kerry King e Gary Holt usaram diversas guitarras no show, dava até pra ver a “pequena coleção” nas laterais do palco. Após algumas músicas novas e outras mais nostálgicas, foi maravilhoso ouvir “Chemical Warfare” emendando com “Ghosts of War”. São músicas que me fizeram ter orgasmos, preciso explicar mais? Pra terminar o massacre, detonaram “Raining Blood” emendando com “Black Magic” (que também foi uma ótima surpresa no setlist) e o eterno hino “Angel of Death”. Poderiam ter tocado “Hell Awaits” e, das mais novas, seria legal ouvir “Cult”, mas tudo bem. Claro que a ausência de Jeff Hanneman foi sentida, mas seria injusto deixar de elogiar a performance do Gary Holt, que é seu substituto temporário, pois na verdade ele é guitarrista do… ah, todo mundo sabe! O cara toca muito e se encaixou muito bem ao vivo, além de ser gente fina pessoalmente. Kerry King e Dave Lombardo continuam muito carismáticos e competentes em seus instrumentos, como sempre. Tom Araya está bem paradão no palco atualmente, infelizmente não pode mais agitar como nos velhos tempos. Mas depois de passar tantos anos berrando e agitando de modo insano, além de ter se submetido a uma cirurgia nas costas em 2010, é compreensível que ele dê uma boa maneirada, pois ele é humano. Só o fato de que o cara continua fazendo tours já é algo digno de agradecimentos. Fora os comentários sobre o show em si, gostaria de acrescentar o seguinte: ainda ouço algumas pessoas reclamando (vê se pode uma coisa dessas!) sobre o fato de Curitiba estar recebendo vários shows praticamente na mesma época. Caramba, quando não vinha quase nenhuma banda pra cá é que havia um motivo justo para reclamações! Ter a oportunidade de assistir a um show de uma banda no nível do Slayer, na nossa cidade, a alguns quilômetros da nossa casa, não é motivo para reclamar!!! Claro que dinheiro não cai do céu, todos nós temos outras despesas e nem todo mundo pode pagar pra ir em todos os shows. É uma pena pra quem não pôde ir no show por falta de grana, mas tem gente que podia bancar o ingresso, não foi no show e depois ficou reclamando “sei lá do que”, coisa de quem não é fã de verdade! Após quase três décadas de violência sonora, é maravilhoso constatar que o Slayer ainda dá conta do recado muito bem. Ainda lança discos muito bons e relevantes, tem postura coerente e não fala besteiras sobre o Metal em entrevistas, ao contrário de “certas” bandas que cuspiram no prato que comeram e hoje em dia querem tentar ser Headbangers novamente… setlist: World Painted Blood Hate Worldwide War Ensemble Postmortem Temptation Dittohead Stain of Mind Disciple Bloodline Dead Skin Mask Hallowed Point The Antichrist Americon Payback Mandatory Suicide Chemical Warfare Ghosts of War Seasons in the Abyss Snuff bis: South of Heaven Raining Blood Black Magic Angel of Death |

12:00
This Is Rock

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